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Polêmica em torno da Leishmaniose

Doenças 13.02.2013

Recentemente, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF 3), em São Paulo, declarou ilegal a portaria interministerial dos Ministérios da Saúde e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que proibia o tratamento de cães com leishmaniose visceral canina utilizando medicamentos de uso humano ou produtos não registrados pelo Mapa. Até então, a recomendação era fazer a eutanásia do animal infectado.

A ação foi iniciada em setembro de 2008 pelo advogado Wagner Leão do Carmo, representando a ONG Abrigo dos Bichos, de Campo Grande (MS). Na decisão favorável à apelação do advogado, o tribunal entendeu que a Portaria 1.426/08  “extrapola os limites da legislação que regulamenta a garantia de livre exercício da profissão de médico veterinário, como das leis de protetivas do meio ambiente, em especial a fauna”.

Esta decisão gerou muita polêmica. O Conselho Federal de Medicina Veterinária se posicionou de forma contrária a decisão, em nota publicada em seu site. Segundo o CFMV, "até que a cura para a doença seja cientificamente comprovada, o posicionamento institucional do CFMV e dos Conselhos Regionais é pelo não tratamento". 

O advogado Wagner Leão do Carmo criticou a atitude do CFMV, afirmando que há uma contradição na posição da entidade com o que diz o Código de Ética da instituição. “Ele teria primeiro de revogar o seu Código de Ética para só então entender da forma que acha. O próprio código deles estabelece que o veterinário deve tratar o animal usando o material que julgar necessário.”

A formação em Medicina Veterinária tem como requisito o cuidado. O “salvar vidas” está inserido na profissão desde o seu surgimento, o que vai de encontro com a prática da eutanásia indicada pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária.

 

A doença

A leishmaniose é uma doença grave e que pode levar à morte – principalmente de crianças, idosos e indivíduos com baixa imunidade. Segundo dados do site do Ministério da Saúde, de 2000 a 2011, 42.067 pessoas foram contaminadas com o protozoário no Brasil, e 2.704 morreram em decorrência da doença, o que indica que a cada 15 contaminados houve 1 morte.

 

O vetor

A transmissão acontece entre pessoas ou animais, mas os cães são considerados os principais reservatórios do problema nos centros urbanos. A contaminação é causada pela fêmea do insetoLutzomyia longipalpis, popularmente conhecido como mosquito-palha ou birigui, que se alimenta de sangue. Ela pica o cão ou pessoa infectada e ao picar um ser sadio faz com que o protozoário entre na corrente sanguínea e migre para os órgãos viscerais, como fígado e baço.

 

Sintomas no homem

Nos humanos, a doença provoca febre, desânimo, perda de peso, palidez, anemia e inchaço do fígado e do baço. A leishmaniose pode matar e quanto mais rápido for iniciado o tratamento maior é a chance de cura.

 

Sintomas no cão

Existe uma grande variação de sintomas, mas observam-se mais comumente lesões de pele, úlceras, perda de peso, descamações, crescimento exagerado das unhas e dificuldade de locomoção. No estágio avançado, o mal atinge o fígado, baço e rins, levando o animal ao óbito.

 

Prevenção nos cães

Combater o mosquito é primordial para a diminuição do problema. O uso de inseticidas nos ambientes e de repelentes, inclusive nos cães, é altamente recomendado. Tudo isso deve ser associado à higienização e saneamento básico. São recomendadas práticas de educação sobre a posse responsável e de controle da natalidade canina. Existe também uma vacina preventiva, a Leishmune, da Pfizer Saúde Animal. Mas os cães devem fazer exames para atestar a saúde e que não são portadores da doença antes da aplicação da imunização.

 

Exame

O Zoogene oferece os seguintes exames para diagnóstico da leishmaniose:

 

Leishmaniose Canina (Elisa e Rifi)

 

Teste molecular para Leishmaniose Canina